do registo privado à esfera pública

do registo privado à esfera pública
Mestrado em “Comunicação na Era Digital: Estratégias, Indústrias e Mensagens” com uma dissertação intitulada “Do Registo Privado à Esfera Pública: O Diário Gráfico enquanto meio de expressão e comunicação visual”. Foi um longo percurso…

Obrigado a todos os que apoiaram este projecto em especial ao Prof. Doutor Alexandre Valente Sousa, ao Prof. Doutor Fernando Faria Paulino, à Filipa Bárbara Cordeiro, à Ana João Silva, ao Eduardo Salavisa e ao Mário Linhares.

Obrigado também ao júri a que tive direito (foi uma honra):
Prof. Doutor Alexandre Valente Sousa (Doutor em Ciências de Computadores, Director do Departamento de Ciências da Comunicação e Tecnologias da Informação e coordenador do Mestrado em Comunicação Multimédia no Instituto Superior da Maia – ISMAI).
Prof. Doutor Fernando Faria Paulino (Doutor em Antropologia Visual, Coordenador da Licenciatura em Tecnologias de Comunicação Multimédia no Instituto Superior da Maia – ISMAI).
Prof. Doutora Olívia da Silva (Doutora em Fotografia, Coordenadora do Mestrado em Comunicação Audiovisual na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo – ESMAE).
Professora Catedrática Catherine Saouter (Catedrática em Semiologia, Universidade do Quebec, Montreal, Canadá – UQÁM)
Prof. Doutora Célia Vieira (Doutora em Literatura Comparada, Directora do Centro de Estudos de Língua, Comunicação e Cultura – CELCC – e coordenadora da Licenciatura em “Artes e Multimédia” no Instituto Superior da Maia – ISMAI).

O Diário Gráfico enquanto recurso e discurso semiótico

estudos de língua, comunicação e cultura
o diário gráfico enquanto recurso e discurso semiótico
Publicação do artigo “O Diário Gráfico enquanto recurso e discurso semiótico” nos Cadernos Universitários nº7, Estudos de Língua, Comunicação e Cultura III, Célia Vieira (org.), Edições ISMAI (Instituto Superior da Maia).

Resumo
Através do recurso a metodologias e conceitos sócio-semióticos, são aqui abordados os significados, usos e funções do Diário Gráfico, ao serviço da construção de discursos semióticos. O Diário Gráfico surge como um poderoso instrumento não só na exploração de conceitos, mas também na comunicação e representação desses mesmos conceitos, transformando-se assim num importante recurso semiótico ao serviço da construção de novos discursos. O projecto Estrada Nacional Nº2, levado a cabo por João Catarino, será analisado com o intuito de perceber os usos e funções associados a este objecto e, dessa forma, justificar o seu potencial semiótico.

Palavras-chave
Semiótica, Sócio-Semiótica, Diário Gráfico, Comunicação Visual, Cultura Visual.

Estação ISMAI

ismai metro
Os estudantes no metro, na estação do ISMAI. Sempre barulhentos… gosto!
Discutiam a construção de sites. HTML5 para aqui, CSS3 para ali, gradientes para acolá, etc… Havia lá um que falava mesmo alto.
Entretanto ouvi-o “Tenho 21… mas mentalidade de 13!!!”. Não era meu aluno…
Maia, Portugal, 11.01.2012

Congresso do Ensino Superior

congresso do ensino superior
Registo feito hoje de manhã durante o Congresso do Ensino Superior “Educação Livre numa Sociedade Livre”, no Instituto Superior da Maia (ISMAI).
Aqui representados estão o Professor Doutor Eng. João de Deus Pinheiro (Ex-Ministro da Educação e da Cultura e dos Negócios Estrangeiros), Professor Doutor Eng. Eduardo Marçal Grilo (Ex-Ministro da Educação), Professora Doutora Da. Elena Sierra Palmeiro (Vice Reitora da Universidade da Coruña) e Professor Doutor Fernando Almeida.
Maia, Portugal, 28.10.2011

“Fragmentos do espaço e do tempo (de um Diário de terreno)” na Revista Aliás #2, 2011

revista aliás capa
montemuro
(Fotografia e texto de Fernando Faria Paulino | Desenho de Tiago Cruz)

Fevereiro de 2001. Serra de Montemuro.
Altitude, cerca de 1400m no seu ponto mais alto.

montemuro

Uma vez mais acompanho Jorge Cardoso, o último dos maiorais dos pastores transumantes, e o seu rebanho no ciclo diário do pastoreio.
Uma viagem em que pastor e rebanho definem o percurso que nos conduzirá algures, a um dos pontos mais altos da serra.

montemuro

Ao longo do percurso, apenas escuto os sons dos chocalhos e dos sinos que as ovelhas transportam. O vento encarrega-se de misturá-los. Por vezes um grito, uma ordem, dirigido a alguma ovelha mais atrasada.

montemuro

A subida prossegue, lentamente. O pastoreio confunde-se com o ciclo do tempo, minuto a minuto, hora após hora, sem grandes pausas. Pastor e rebanho parecem fazer parte da própria natureza.

montemuro

Apenas uma paragem, o almoço, o limite da subida. Um tempo que é aproveitado para recordar percursos carregados de memórias, histórias e vivências.
Jorge Cardoso relembra com saudade as campanhas transumantes de outros tempos. Rebanhos com milhares de cabeças de gado. A permanência na serra, dia após dia, noite após noite…

Era uma coisa bonita, a viagem! Acabou tudo!
Os novos não querem e os velhos não podem!

montemuro

Regressamos por caminhos diferentes. A descida é igualmente lenta. E à medida que se aproxima o final do dia, aproximamo-nos igualmente da aldeia. O cálculo das horas é preciso, rigoroso, sem recurso a qualquer tipo de instrumento.
Um espaço e um tempo que Jorge Cardoso – o último maioral transumante – parece controlar.

“UrbanSketching Amarante” na Revista Aliás #2, 2011

revista aliás capa
urbansketching amarante
amarante

Enquanto fazia um registo do convento e igreja de São Gonçalo, em Amarante, ouvi uma rapariga dizer “Caneta fotográfica!! Já viste?! Vou ser eu a inventar!!”. Não olhei para ver quem era mas registei imediatamente a frase na página oposta aquela em que estava a desenhar.

O raciocínio faz algum sentido. No entanto, através do desenho, consigo um tipo de relação com o que me rodeia que é ligeiramente distinta da relação que as pessoas em geral mantêm com o real através da máquina fotográfica. Vivemos numa sociedade sem tempo. Vejo as pessoas carregarem centenas de ficheiros nas suas máquinas fotográficas digitais porque simplesmente não tiveram tempo para apreciar aquilo que registaram e, nesse sentido, fica apenas o “para mais tarde recordar”. Mas haverá alguma coisa para recordar mais tarde? Absorvem o superficial em grande quantidade.

amarante

O desenho à vista obriga a uma atitude bastante diferente.

Obriga-me a escolher o local para me sentar, a observar com atenção o que vou desenhar, de que perspectiva e com que materiais. Depois o pensamento desliga e o espaço é percepcionado com uma concentração e intensidade que me transportam para um estado de alerta e atenção fora do comum. Não é à toa que muitos desenhadores dizem que, quando olham para um desenho que fizeram à muito tempo atrás, lembram-se perfeitamente do momento em que o fizeram como se tivesse sido feito à poucos minutos. O envolvimento entre observador e observado é intenso, é silencioso, é um momento de entrega. Os odores misturados, o burburinho dos animais e das pessoas, os comentários, as particularidades do que se desenha, a interacção e a dinâmica do espaço, as relações entre os sujeitos, as actividades que se desenrolam…

amarante

Os desenhos aqui apresentados são retirados do meu diário gráfico e são uma série de registos feitos em Amarante ao longo de duas estadias em dois momentos diferentes. Não seguem uma ordem cronológica particular. Apenas um percurso em redor da Ponte Velha e que termina no interior do Museu Amadeo de Sousa Cardoso.