Socorros a Naufragos

Esposende
Ontem fui a Esposende para estar com o Miguel e ver a exibição do seu fantástico documentário Alto do Minho (sim, eu sou um dos que acha que aquilo é um documentário). E cada vez que vejo, descubro coisas novas (obrigado Miguel)… Este registo foi feito enquanto ele não chegava. | Yesterday I went to Esposende to be with Miguel and see the exhibition of his fabulous documentary Alto do Minho (yes, I one of the people that believes that this film is a documentary). Each time I see it, I find new things (thank you Miguel)… This drawing was made while I was waiting for him to arrive.
Esposende, Portugal, 14.06.2013

Pé-no-Rio

pé-no-rio
pé-no-rio
Existem muitos desenhadores que colocam reticências relativamente a desenhar pessoas. Os motivos são vários. Dizem que não sabem desenhar pessoas, não se sentem à vontade, não ficam quietas, etc.

Entre eles, existe um motivo que me parece necessitar de algum esclarecimento e tem a ver com a questão da apropriação da imagem. O tópico é polémico e “pantanoso”… No entanto gostaria de referir uma coisa importante. Existem dois direitos que entram em conflito quando falamos neste história do direito de imagem. Se por um lado existe o direito à imagem, que diz respeito ao direito que temos sobre a nossa própria imagem, por outro, e não menos importante, é o direito à representação. O facto de eu ir na rua e desenhar alguém não me coloca numa posição em que estou a violar o direito à imagem do observado. Eu estou simplesmente a gozar do meu direito à representação. A violação do direito à imagem coloca-se consoanto o uso que é dado posteriormente às representações (seja desenho, fotografia, áudio-visual, etc).

Ou seja, podem desenhar o que quiserem… tenham é cuidado com aquilo que fazem depois com essas imagens. Estes dois registos foram feitos na esplanada do Pé-no-Rio. Esposende, Portugal, 22.09.2012